Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Os meus Deuses-Steven Spielberg

 

Nesta rubrica falarei um bocado dos meus Deuses. Uns veneram Jeová, outros Alá, outros Buda, eu venero estes homens. O primeiro a entrar na lista é Steven Spielberg.

Nascido no dia 18 de Dezembro de 1946 em Cincinnati, Ohio, EUA, desde cedo o jovem Spielberg soube que queria ser realizador. Rodava filmes caseiros com os seus amigos e irmãs e, já um jovem adulto, chegou a infiltrar-se nos estúdios da Universal fazendo-se passar por um executivo de modo a poder dar uma espreitadela nas filmagens de alguns filmes. Por incrível que pareça, Spielberg não conseguiu vaga no curso de cinema da Universidade da Califórnia, acabando por frequentar o curso de Literatura Inglesa noutra Universidade.

 

 

 

Depois de muitas curtas-metragens amadoras, Spielberg realiza em 1969  a sua primeira curta-metragem profissional, Amblin, que lhe valeu imensos prémios e um contracto com a Universal. Aí, realizou alguns episódios de diversas séries televisivas, até que em 1971 realiza a sua primeira longa-metragem, Duel-Um Assassino pelas Costas. Embora o filme tivesse estreado em TV, a Universal decidiu passar Duel também nos cinemas devido à sua imensa qualidade.

Depois de mais dois filmes para TV (Something Evil e Savage), Spielberg realiza em 1974 o seu primeiro filme a estrear em cinema, The Sugarland Express. No ano seguinte, estrearia aquele que se tornaria até então o filme mais rentável de sempre e uma das suas obras-primas, Tubarão. A partir daí e até meados dos anos oitenta, Spielberg não parou de nos presentear com obras-primas de grande sucesso de bilheteira, tais como Encontros Imediatos de 3º Grau, Os Salteadores da Arca Perdida e E.T. A partir de 1985, Spielberg começa a mostrar o seu lado mais maduro e sério, realizando obras como O Império do Sol e a Cor Púrpura.

 

 

No fim dos anos oitenta, princípio dos anos noventa, Spielberg passa pela pior fase da sua carreira, com os fracassos sucessivos de Sempre e Hook. Mas depressa se recompôs, realizando em 1993 o mega-sucesso Jurassic Park e aquele que para mim continua a ser o seu melhor filme e um dos melhores que já vi, A Lista de Schindler. O filme venceu 7 Óscares, incluindo o de Melhor Filme e o de Melhor Realizador. O prémio mais cobiçado da indústria cinematográfica era finalmente seu! Desde então, Spielberg venceu mais um Óscar pela sua aterradora realização em O Resgate do Soldado Ryan e maravilhou-me com obras como A.I.-Inteligência Artificial, Relatório Minoritário, Apanha-me Se Puderes, Guerra dos Mundos e Munique. Já durante este ano, trouxe de volta o arqueólogo mais famoso do mundo na quarta aventura de Indiana Jones, obtendo um dos maiores sucessos do ano. No futuro, Spielberg irá produzir juntamente com outro dos meus Deuses (Peter Jackson) uma trilogia sobre Tintin, da qual realizará o primeiro filme, será o realizador de um biopic sobre Lincoln e avançará com um projecto de ficção-científica intitulado Interstellar.

Toda a gente conhece o nome Spielberg. O seu nome é sinónimo de cinema. Mesmo aqueles que não ligam nenhuma à 7ª Arte, que não sabem o nome de nenhum realizador, sabem que existe um chamado Steven Spielberg. Até o meu pai o conhece e ele só vê filmes do Jackie Chan e Academias de Policia! Os seus filmes mais mediáticos tornaram-se grandes sucessos de crítica e bilheteira, tornando Spielberg ao longo dos anos uma das maiores estrelas de Hollywood, reconhecido pelo grande público, apesar de não ser actor. Feito raro, senão único, para um realizador! Afinal, quem não conhece os seus filmes?!

O seu talento é inegável. Spielberg filma como ninguém, é  um dos realizadores mais versáteis que existem. O homem já fez de tudo: acção, ficção-científica, thriller, drama, comédia, aventura, suspense... E sempre com a mesma mestria! São poucos os realizadores que conseguem comover todo o mundo com a história de um E.T. que procura regressar a casa, que obrigam as pessoas a quase ter ataques cardíacos por causa de um tubarão, que transportam o público para grandes aventuras com um arqueólogo, que mostram de uma maneira cruel e realista os horrores do holocausto e da guerra, que demonstram o poder de maravilhamento do cinema ao ressuscitar dinossauros, sempre com a mesma qualidade. Tudo o que toca se transforma em ouro, é um autêntico Rei Midas dos tempos modernos! 

Já ninguém lhe consegue tirar o estatuto de lenda que um dia terá no cinema. Se é que já não o tem... Devido à sua carreira, a tudo que Spielberg deu ao mundo da 7ª Arte, não tenho problemas nenhuns em afirmar que estamos perante um dos melhores realizadores que o mundo já conheceu. Senão o melhor...

 

Para saberem mais sobre a filmografia sobre Spielberg, cliquem aqui.

Publicado por The Joker às 11:15
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2 comentários:
De Flávio Gonçalves a 10 de Setembro de 2008 às 00:25
Os nossos* deuses. Realmente, Steven Spielberg é uma autêntica lenda viva... Parabéns pelo post
De The Joker a 10 de Setembro de 2008 às 00:38
Obrigado!

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